REALCES
EXPOSIÇÃO TÁTIL. ARTE INCLUSIVA. TOQUE, É ARTE!
Realces é um projeto expositivo artístico e cultural de Arte Sensorial, projeto inclusivo, permitindo o envolvimento de pessoas cegas ou com baixa visão, na visualização e no usufruir da Arte através dos sentidos, particularmente o tátil, um importante meio visual de comunicação, na Arte Sensorial, bem como a integração no mundo artístico. A beleza do sentir é uma capacidade, quase mágica, de fazer transparecer para o exterior a nossa essência e a da Arte. O projeto promove a divulgação e a acessibilidade à Arte, sendo igualmente abrangente na inclusão de relevantes vertentes sociais de bem-estar e educacionais bem como nas muito significativas abordagens no que respeita à Saúde numa perspetiva global, e na Saúde oftalmológica em particular. As parcerias com Associações com foco na deficiência visual, com Sociedades Científicas e Artísticas, a par da implementação das múltiplas e diversificadas atividades com as Instituições de Ensino, incluindo desde os mais jovens do Ensino Básico e Secundário, até às Instituições de Ensino Superior e de Investigação, repercutem-se na abrangência deste projeto, de caráter multidisciplinar com características únicas e singulares, ampliando as múltiplas dimensões das Artes Plásticas e o seu papel na Cultura e na Sociedade, assumindo assim as suas responsabilidades, com uma contribuição ativa na defesa dos direitos, na redução das desigualdades sociais e na melhoria da qualidade de vida.
As exposições tem informações das obras em braille e em áudio.
Eduarda Oliveira, Curadora

Gestora de projeto
Vera Diniz
Vera Diniz, natural de Vila Nova de Famalicão, licenciou-se em Gestão na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Mestre em Finanças e com pós graduações em Marketing Digital e em Gestão de Organizações de Economia Social, especializou-se profissionalmente em Gestão de Projetos e desenvolvimento de candidaturas a quadros comunitários e benefícios fiscais, Controlo de Gestão e Direção Financeira, apresentando experiência em múltiplos setores (nomeadamente no de Economia Social). Considera-se assim, uma pessoa eclética, também nas áreas do saber. Adora desafios e apresenta resiliência, rigor e orientação para objetivos, como pedras basilares, pelo que a melhor forma de terminar esta apresentação é com a citação:” Gosto do impossível, porque lá a concorrência é menor” (Walt Disney).

AGRADECIMENTOS
D O A U T O R
Quando idealizei este projeto o meu objetivo foi o de envolver as pessoas cegas ou com baixa visão no universo das artes. Para a sua concretização, necessitava reunir um conjunto de pessoas que partilhassem do mesmo espírito e estivessem dispostas a contribuir de forma “pro bono” para a realização deste sonho.
Quero expressar de forma particular o meu agradecimento: à equipa de pessoas cegas e artistas plásticos que fizeram parte da exposição “Territórios Culturais”, à Íris Inclusiva – Associação de Cegos e Amblíopes, ao Presidente da AILD, Philippe Fernandes, à Curadora deste projeto Eduarda Oliveira, ao jornalista Joaquim Franco, e finalmente ao Centro Cultural Português do Camões em Angola que permitiu a primeira internacionalização deste projeto. Reconhecidamente grato a todos.
Jorge Vilela, (2019)